Caneta, tinta e marcador no sofá ou no carro: o guia honesto
- Tinta não sai com água: sai com álcool, aplicado no pano.
- Testa sempre primeiro num sítio escondido.
- Sem álcool em casa? Álcool gel das mãos funciona.
- Nunca calor nem vapor sobre tinta.
- Marcador permanente: reduz-se, raramente desaparece.
Deixaste uma criança três minutos sozinha com uma caneta, ou o marcador destapado decidiu viajar pelo banco do carro. As nódoas de tinta são as mais teimosas que existem, porque a tinta foi literalmente desenhada para durar. Este artigo é honesto contigo sobre o que sai, o que não sai, e como não piorar as coisas.
A ferramenta certa chama-se álcool
- Testa o álcool isopropílico num sítio escondido do tecido. Em alguns tecidos, o álcool também remove a cor do próprio estofo.
- Aplica-o num pano branco ou num cotonete, nunca despejado no tecido. Em excesso, o álcool chega à base do estofo e pode danificar a cola.
- Dá pequenos toques sobre o risco de tinta, e vai rodando o pano para uma zona limpa à medida que a tinta se transfere. Se usares sempre a mesma zona do pano, andas a devolver a tinta ao sofá.
- No fim, passa detergente da loiça com água para remover o resíduo de álcool, e seca com toques de pano seco.
Sem álcool isopropílico em casa? O álcool gel que usas nas mãos resulta bem: como é um gel, fica pousado em cima da tinta a atuar durante uns minutos em vez de escorrer. A laca também serve, mas só se for das que têm álcool, e muitas das modernas já não têm. Vê o rótulo.
Leite não tira tinta. Já foi testado, e a única coisa que consegue é juntar uma nódoa de leite à de tinta.
Esferográfica, gel ou marcador permanente?
Convém gerir expectativas conforme o culpado. Esferográfica fresca em tecido tem boas hipóteses de sair quase por completo. Caneta de gel é mais difícil. Marcador permanente, como o próprio nome avisa, reduz-se bastante mas raramente desaparece de todo, e quem te prometer o contrário está a vender banha da cobra.
Nunca apliques calor ou vapor sobre tinta: empurra o pigmento mais fundo e fixa-o. Nos bancos de vinil, começa por água e sabão e só depois tenta o álcool. Na pele, nem álcool, nem álcool gel, nem laca: aí é produto próprio de pele ou um profissional.
Depois de quebrares a tinta com o álcool, a extração é a forma certa de acabar o trabalho e de tratar o resto do estofo de uma vez. Alugar a Puzzi custa 40€ por um dia inteiro, com entrega em Viseu. Vê a página de limpeza de sofás e o guia mancha a mancha.
Depois de o álcool quebrar a tinta, a extração aspira o pigmento solto, incluindo o que escorreu para baixo da superfície. Prometer que remove tudo seria mentir. A Puzzi aluga-se por 40€ ao dia, com entrega em Viseu, e o spray tira-nódoas vai como extra.
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