Nódoa de vinho tinto: o que fazer e os mitos a esquecer
- Absorve já com papel ou pano branco, sem esfregar.
- Água fria em toques, de fora para dentro.
- Persiste? Detergente da loiça e vinagre branco diluídos em água.
- Nada de calor: fixa os taninos de vez.
- Vinho branco por cima é mito.
Sábado à noite, o copo foi abaixo, e há sempre alguém na sala que jura que é preciso deitar sal, outra pessoa que fala em água com gás, e uma terceira que garante que vinho branco anula vinho tinto. Vamos por partes, porque os primeiros minutos contam muito e não há tempo para experiências.
O que fazer nos primeiros minutos
- Pressiona papel de cozinha ou um pano branco sobre o vinho, sem esfregar. Vai trocando para uma zona seca à medida que o papel bebe o vinho, e trabalha sempre de fora para dentro da mancha.
- Continua com toques de pano humedecido em água fria, sempre a transferir a cor para o pano.
- Se a mancha teimar, mistura uma colher de café de detergente da loiça e uma de vinagre branco num copo grande de água morna. Aplica aos toques e termina com um pano só com água limpa.
Como absorvente até funciona: uma camada generosa sobre o vinho fresco vai bebendo o líquido, e depois aspira-se. Mas há profissionais que desaconselham, sobretudo em lã, porque pode ajudar a fixar a cor. Se o usares, usa-o só como absorvente e aspira bem depois.
Não faz mal, mas os testes mostram que água simples fria faz praticamente o mesmo. Se a tiveres à mão, usa. Ir de propósito ao supermercado é que não vale a pena.
Não anula nada, apenas dilui. Ficas com uma mancha maior e menos um copo de vinho. Água fria faz melhor e é grátis.
E o vinho de ontem, já seco?
Aqui é preciso paciência e expectativas realistas. Humedece bem a zona com água fria para reidratar a nódoa, e repete a mistura de detergente e vinagre com calma. Em tecidos claros pode tentar-se água oxigenada com umas gotas de detergente da loiça, mas testa primeiro num sítio escondido, porque a água oxigenada pode descolorar tecidos.
Nada de água quente, secador ou ferro perto de uma nódoa de vinho. O calor fixa os taninos de forma permanente, e uma mancha que ia sair deixa de sair.
No sofá, no tapete ou no colchão, muda alguma coisa?
A técnica é a mesma, o cuidado é que muda. No sofá, vê primeiro a etiqueta e testa num canto, sobretudo se for veludo ou chenille. No tapete, absorve com mais insistência, porque o pelo guarda líquido lá no fundo. No colchão, usa o mínimo de água possível e deixa secar na vertical com ar a circular. As regras completas estão no nosso guia mancha a mancha.
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Se a mancha reaparece dias depois, o vinho desceu à espuma e está a subir com a secagem. A extração vai lá buscá-lo: a Puzzi aluga-se por 40€ ao dia, com entrega em Viseu e detergente incluído.
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